Numa segunda-feira absolutamente maluca, o Bahia recebeu o Santos em sua casa, a Arena Fonte Nova, e viu escapar a chance de abrir 7 pontos de diferença para o Peixe, seu concorrente direto na briga contra o rebaixamento.
Imagem: JUNIOR DAMASCENO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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O jogo
Antes de contar como foi a partida entre Santos e Bahia, é necessário fazer uma breve contextualização sobre a importância desta partida para ambas as equipes.
O Bahia demitiu o treinador português Renato Paiva. O escolhido para assumir seu lugar foi o ídolo do São Paulo (como goleiro), Rogério Ceni, que estava livre no mercado desde que havia deixado o Tricolor Paulista.
Em sua estreia, uma exibição de gala da equipe. O Tricolor de Aço venceu o Coritiba por 4×2, em pleno Couto Pereira. O Coritiba disputa com o Santos, Bahia, Vasco, Goiás e América-MG a luta contra o rebaixamento. Portanto, um resultado muito importante.
O Santos, por sua vez, na maior crise da história do clube. Havia perdido o jogo anterior de forma humilhante para o Cruzeiro, por 3×0, na Vila Belmiro.
Com a derrota, a diretoria santista demitiu o técnico Diego Aguirre com apenas 5 jogos. O substituto foi um velho conhecido da torcida do Peixe e do próprio clube, Marcelo Fernandes.
O ex-jogador possui uma história extensa na instituição, tendo atuado não apenas como atleta e auxiliar técnico fixo, mas também como treinador principal, quando foi campeão Paulista, em 2016.
A situação na tabela de classificação das equipes era a seguinte. O Bahia, com a vitória sobre o Coritiba, chegou aos 25 pontos. Já o Santos, com a derrota para o Cruzeiro, ficou estacionado nos 21 pontos e é o primeiro time dentro da zona de rebaixamento.
Logo, caso o Bahia vencesse, abriria 7 pontos para o Santos e teria boas possibilidades de escapar da degola. O Santos, com a derrota, praticamente selaria seu descenso, pela primeira vez.
Quanto ao jogo, o Santos mudou drasticamente antes mesmo da bola rolar. Marcelo Fernandes surpreendeu ao escalar o time com 3 zagueiros.
Armou a linha de três com Joaquim (que era reserva de Messias), João Basso e o lateral Dodô. Deixou Rincón como primeiro volante, focado na marcação e Jean Lucas com a força física para chegar adiante. Abertos nas alas, Lucas Braga e Kevyson, jovem talento da base que deve ser observado. Lucas Lima na armação e Solteldo como atacante ao lado de Marcos Leonardo.
O início de jogo do Peixe foi frenético. Marcos Leonardo bateu com força e acertou a trave com apenas 20 segundos de partida, mas estava impedido.
Logo em seguida, o próprio Marcos Leonardo desviou a bola para o gol utilizando a pelves, mas o goleiro Marcos Felipe foi uma defesa impressionante.
O Peixe foi senhor do jogo nos primeiros 25 minutos de partida, empilhando chances em sequência. Jean Lucas ficou no dois contra um com a zaga do Bahia, mas definiu mal. Mais para o fim do primeiro tempo, Lucas Lima recebeu bola na pequena área, de Soteldo, mas não marcou.
A partir dos 25 minutos, o Bahia passou a equilibrar o jogo em intensidade e a supremacia do Santos se esvaiu.
Apesar disto, a primeira etapa acabou sem gols.
Imagem: Marcio Roberto/Agencia F8/Gazeta Press
O Tricolor de Aço veio para o segundo tempo com muito mais organização. Ao melhor estilo Rogério Ceni, o Bahia segurou e rodou a bola para segurar o ímpeto da equipe do Santos. Foi assim que, aos 59′, o Bahia tocou a bola na entrada da área, até que ela chegou ao lateral Camilo Cândido, que soltou uma bomba no ângulo. 1×0.
A expectativa era que, assim como nos jogos anteriores, o Santos se desestabilizaria após sofrer o gol, mas não foi o que aconteceu.
Embora não tenha se desesperado, foi por meio das bolas aéreas que o Santos encontrou sua virada.
Claramente ensaiado previamente, Soteldo cobra falta central, achando o zagueiro Joaquim no segundo pau, que cabeceia para o meio da área. Marcos Leonardo vinha como uma flecha para, de cabeça, empatar o jogo.
O Bahia tentou pressionar o Santos, mas o time estava bem fechado. Com isso, sobravam espaços para o contra-ataque santista.
Já nos acréscimos, o Peixe tem escanteio, que é cobrado rapidamente por Jean Lucas. A mesma jogada do primeiro gol se repete. Joaquim ganha pelo alto e cabeceia para o meio da área. A bola encontra Julio Furch, que havia entrado há pouco para substituir Marcos Leonardo. O centroavante argentino mata no peito e bate com categoria, de canhota, para virar o jogo para o Santos.
Estes são os números finais da partida.
Imagem: Lance!
O Futuro de Santos e Bahia
Com a derrota, o Bahia se mantém fora da zona de rebaixamento, sendo que o primeiro time fora dela é o Goiás, mas que tem um jogo a menos.
O Tricolor de Aço perdeu uma bela oportunidade de se distanciar e perde um confronto direto nesta luta.
Seu próximo jogo é contra o Flamengo, no Maracanã, em 30/09/2023. Pode ser uma boa oportunidade de vitória, já que o Flamengo terá jogado a final da Copa do Brasil contra o São Paulo 6 dias antes e dependendo do resultado, pode vir a poupar alguns titulares.
Imagem: Felipe Oliveira/EC Bahia
O Santos joga mais um jogo de 6 pontos. O adversário da vez será o Vasco da Gama, que é o time imediatamente abaixo do Peixe.
Em caso de vitória, o Santos não apenas afundará o Vasco na zona da degola, mas como também teria chances claras do Z4, já que Bahia e Goiás teriam que vencer seus jogos também, necessariamente.
Entretanto, a recíproca é verdadeira. Caso perca em casa para o Vasco, será o Santos que se afundará ainda mais nesta difícil situação e poderá inclusive ser ultrapassado pelo Gigante da Colina, caso vença o jogo a menos que tem em relação ao Santos.
Quem se salvará? Santos, Vasco, Bahia? Comente!
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Escrito por Vitor F L Miller.