Tenistas e jogadoras de futebol em comparação: quem domina nas redes sociais?

Tenniste e calciatrici a confronto: chi domina sui social network?

Por Marta Elena Casanova

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Em 2025, o esporte já não se joga apenas em campo: as vitórias também se medem em curtidas, seguidores e visualizações. As redes sociais se tornaram uma ferramenta decisiva para construir a carreira de uma atleta, atrair patrocinadores e consolidar sua imagem. E quando se fala de esporte feminino, a comparação entre tenistas e jogadoras de futebol fica ainda mais interessante: quem é realmente mais visível online?

Tenistas italianas: Paolini em ascensão, Giorgi continua ícone digital

O tênis feminino italiano vive um momento de ouro — e isso também se reflete nas redes.
• Camila Giorgi continua sendo a atleta mais seguida, com mais de 700 mil seguidores no Instagram. Sua imagem, fortemente ligada à moda e ao lifestyle, lhe permitiu permanecer relevante mesmo nos períodos de menor continuidade esportiva.
• Jasmine Paolini, revelação de 2024 com a final em Roland Garros e o título em Dubai, cresce rapidamente também no ambiente digital: o número de seguidores já se aproxima ao de Giorgi, e o crescimento é constante graças à sua imagem positiva e aos resultados de destaque.
• Martina Trevisan tem uma comunidade menor (cerca de 70 mil seguidores), mas muito fiel, que a acompanha por sua história de superação e autenticidade.

No tênis, as redes não servem apenas para divulgar resultados, mas também para mostrar viagens, bastidores e colaborações com marcas — um terreno fértil para atrair patrocinadores interessados em imagem e estilo de vida, não apenas em performance esportiva.

Jogadoras italianas: o peso das líderes da Seleção

No futebol feminino italiano, os números ainda são mais modestos, mas as protagonistas da Seleção e dos grandes clubes começam a conquistar espaço.
• Sara Gama, capitã histórica da Juventus e da Azzurra, soma cerca de 160 mil seguidores no Instagram. Seu perfil é mais institucional, com foco em temas sociais e de inclusão, além do esporte.
• Cristiana Girelli, atacante da Juventus e símbolo da Seleção, tem aproximadamente 260 mil seguidores, com conteúdos voltados aos jogos e conquistas.
• Barbara Bonansea chega a cerca de 700 mil seguidores, equilibrando publicações sobre o campo, a vida pessoal e parcerias comerciais.

Os números ainda são inferiores aos das tenistas, mas refletem uma evolução constante. A Serie A feminina, mesmo sem a visibilidade global dos torneios WTA, vem ganhando espaço na mídia — e as jogadoras italianas começam a transformar isso em capital digital.

Estrelas internacionais: Coco Gauff vs Alex Morgan

O cenário fica ainda mais interessante ao observar o panorama internacional.
No tênis:
• Coco Gauff, campeã do US Open 2023, ultrapassou 2 milhões de seguidores no Instagram, tornando-se o rosto global da nova geração.
• Emma Raducanu, vencedora do US Open 2021, tem 3 milhões de seguidores — mesmo com resultados irregulares, prova de que a imagem pode valer mais do que os troféus.

No futebol:
• Alex Morgan, estrela da seleção dos EUA, é uma das atletas mais seguidas do mundo, com cerca de 10 milhões de seguidores — superando muitas das tenistas mais populares.
• Alexia Putellas, duas vezes Bola de Ouro, soma mais de 3,2 milhões de seguidores, consolidando-se como ícone global do Barcelona e de grandes marcas como a Nike.

Esses números mostram que, enquanto na Itália o tênis feminino lidera em visibilidade digital, no cenário internacional as jogadoras de futebol já atingiram status de superstar.

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Redes e marketing: o valor da comunidade

Hoje, para uma atleta, ter uma comunidade sólida nas redes significa muito mais do que contar seguidores:
• Monetização – Instagram e TikTok são ferramentas de trabalho, usadas em colaborações com marcas que pagam por postagens e parcerias.
• Engajamento – Uma tenista com agenda internacional fala a um público global, enquanto uma jogadora ligada a um clube alcança majoritariamente o público nacional.
• Narrativa pessoal – Histórias de superação (Trevisan), liderança (Gama) ou lifestyle (Giorgi) constroem identidades únicas e atraem patrocinadores específicos.

As redes sociais não são apenas vitrines, mas alavancas econômicas: quanto mais seguidores, maiores as oportunidades de ganho fora das quadras ou dos campos.

Comparação com o masculino: diferenças ainda gigantescas

A comparação com os homens ainda é desigual. Cristiano Ronaldo já ultrapassou 630 milhões de seguidores no Instagram, Lionel Messi tem mais de 500 milhões. No tênis, Jannik Sinner superou 4 milhões e Carlos Alcaraz, 7 milhões.

As atletas femininas ainda estão longe desses números — mesmo as mais populares, como Alex Morgan, não se aproximam dessas cifras. Mas a tendência é positiva: as comunidades estão crescendo e a percepção pública muda rapidamente.

O comparativo entre tenistas e jogadoras de futebol mostra um cenário claro: na Itália, o tênis feminino tem maior visibilidade digital, com Giorgi, Paolini e Trevisan se destacando como marcas pessoais. Já no futebol, as jogadoras ainda dependem da força do coletivo, mas suas audiências crescem de forma constante.

No cenário global, porém, a história é diferente: estrelas como Alex Morgan e Alexia Putellas levaram o futebol feminino a patamares de celebridade, provando que o esporte das mulheres é também um poderoso instrumento de comunicação e negócios.

O futuro passa justamente por isso: pela capacidade das atletas de transformar resultados esportivos em imagem, visibilidade e novas oportunidades econômicas.

Por Marta Elena Casanova

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Tags: Mulheres e Futebol

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