Por Marta Elena Casanova
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A chegada do novo formato “Serie A Women
Com a chegada do novo formato e da marca “Serie A Women”, apresentados oficialmente em 5 de maio durante o evento Frecciarossa Game On, o campeonato feminino entra em uma fase totalmente nova. Agora são doze equipes em vez de dez, em um único grupo com partidas de ida e volta, e com maior visibilidade na mídia: todos os jogos serão transmitidos via DAZN, enquanto a Rai exibirá uma partida por semana ao vivo e em canal aberto.

O calendário e a primeira rodada: grandes jogos e estreias
O calendário oficial, divulgado em 25 de julho de 2025, marca o retorno das recém-promovidas Parma e Genoa. O Parma visitará a Roma, que vem de uma excelente temporada e está qualificada para a próxima UEFA Women’s Champions League, enquanto o Genoa receberá o Milan em uma partida que promete muita intensidade. Completam a rodada inaugural Como Women-Lazio e Napoli Women-Fiorentina.
Primeira rodada – 4/5 de outubro de 2025
- Sassuolo – Juventus
- Inter – Ternana
- Roma – Parma
- Genoa – Milan
- Como – Lazio
- Napoli – Fiorentina
Derbies e jogos imperdíveis
Entre os confrontos mais esperados estão os derbies. O derby de Roma ocorrerá na sexta rodada, em 16 de novembro, com o primeiro jogo em Roma. O derby de Milão está marcado para 14 de dezembro (nona rodada). Outro jogo de destaque é Roma-Juventus, em 7 de dezembro, remake da final da Coppa Italia e prelúdio da Supercopa, em 10-11 de janeiro.
O primeiro derby regional da temporada será Parma-Sassuolo, na segunda rodada, em 12 de outubro. Para iniciar 2026, haverá outro duelo de alto nível: Inter-Juventus, agendado para 18 de janeiro.
Datas, pausas e novo regulamento
A temporada se encerrará no fim de semana de 16-17 de maio de 2026, uma semana antes da final da Coppa Italia Women. Estão previstas pausas para jogos das seleções nacionais (final de outubro, novembro, março e abril) e para as festas de fim de ano (final de dezembro e início de janeiro).
Regulamentarmente, as três primeiras colocadas ao final da temporada se classificarão para competições da UEFA: além da Champions League, estreia a nova UEFA Women’s Europa Cup. A última colocada será rebaixada diretamente para a Série B.
Mercado de verão: investimentos e estratégias
O mercado de transferências confirmou a crescente profissionalização da Serie A feminina. A Roma manteve grande parte do elenco e adicionou reforços pontuais, consolidando seu papel de favorita. A Juventus apostou em jovens talentos, enquanto o Milan reforçou a equipe com jogadoras internacionais experientes. Fiorentina e Inter optaram por estratégias mais sustentáveis, valorizando o setor de base e realizando transferências estratégicas.
Um exemplo significativo é Alisha Lehmann, que saiu da Juventus e se juntou ao FC Como Women, clube independente focado no futebol feminino e símbolo de novas ambições.
Economia e sustentabilidade: receitas e patrocínios
Segundo relatório da FIGC, os patrocínios representam cerca de 65% das receitas diretas dos clubes da Serie A feminina. A liga lançou um plano de desenvolvimento para alcançar, até 2027, equilíbrio entre custos e receitas para pelo menos 70% das equipes.
A sustentabilidade econômica ainda é um desafio: muitos clubes dependem de investimentos externos e patrocinadores nem sempre estáveis. No entanto, o interesse crescente do público indica uma base positiva para consolidar receitas futuras e atrair novos parceiros comerciais.
Direitos de transmissão e visibilidade
A cobertura do campeonato será garantida pelo DAZN, que transmitirá todos os jogos, e pela Rai, que exibirá um jogo por semana em canal aberto.
Juventus, Roma e Milan começam a temporada como favoritas, graças a elencos reforçados e gestão consolidada. Times como Fiorentina, Sassuolo e FC Como Women podem surpreender e desafiar a ordem estabelecida.
A FIGC aponta um aumento significativo do interesse do público em relação às temporadas anteriores, com mais torcedores engajados e maior participação nos jogos ao vivo e online. A temporada 2025/26 será, portanto, fundamental para consolidar visibilidade, crescimento econômico e desenvolvimento do futebol feminino na Itália.
Por Marta Elena Casanova












