Futebol feminino e tenis feminino e entre marketing e patrocínios

Tennis femminile e calcio femminile tra marketing e sponsorizzazioni: il divario

Por Marta Elena Casanova

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O ano de 2025 confirma uma verdade já evidente há algum tempo: no cenário esportivo italiano e europeu, o tênis feminino consegue atrair patrocinadores e contratos publicitários com uma facilidade que o futebol feminino ainda conhece pouco. Não se trata apenas de resultados esportivos, mas de um modelo econômico e comunicativo que torna as tenistas mais atraentes para o mercado.

Tênis feminino: a atleta como marca

No tênis, a imagem conta quase tanto quanto os resultados. Cada jogadora é antes de tudo uma marca pessoal: veste roupas de grife, empunha raquetes de marcas globais e se torna embaixadora de campanhas que muitas vezes vão além do esporte.

O exemplo mais evidente hoje é Jasmine Paolini. Sua explosão internacional, com final em Roland Garros e título no Masters 1000 de Dubai, abriu-lhe as portas não só do circuito WTA, mas também do marketing. Paolini tornou-se rosto de campanhas publicitárias nacionais e começa a representar um modelo para o movimento feminino italiano: talento, determinação e imagem positiva.

Ao lado dela está Martina Trevisan, semifinalista de Roland Garros em 2022. Mesmo sem resultados constantes, conquistou atenção graças a uma história de resiliência e força de caráter, que agrada muito a marcas sensíveis a temas de inclusão e bem-estar.

Esse mecanismo não se restringe à Itália. No exterior, jogadoras como Coco Gauff, nos Estados Unidos, ou Emma Raducanu, no Reino Unido, assinaram contratos milionários com marcas como Nike, Rolex e Dior. O tênis, portanto, oferece um terreno fértil: a tenista é uma estrela reconhecível, independente do contexto de equipe, e seu nome se torna imediatamente utilizável por uma marca.

Tennis femminile vs calcio femminile in Italia il divario nei guadagni

Futebol feminino: visibilidade coletiva, individualidade limitada

No futebol feminino, a dinâmica é bem diferente. A jogadora faz parte de um coletivo e muitas vezes a imagem do clube prevalece sobre a individual. Se, por um lado, isso garante pertencimento e identidade esportiva, por outro, limita a possibilidade de se afirmar como embaixadora independente.

Na Itália, algumas exceções existem: Sara Gama foi embaixadora da Nike e rosto de campanhas ligadas à inclusão; Barbara Bonansea colaborou com marcas esportivas e institucionais; Cristiana Girelli apareceu em campanhas nacionais graças à visibilidade obtida na Juventus e na Seleção. Porém, são casos isolados e não um sistema consolidado.

No exterior, a situação é mais avançada: nos Estados Unidos, Alex Morgan é (e continua sendo) um ícone global com contratos milionários; na Espanha, Alexia Putellas, duas vezes vencedora da Bola de Ouro, é ligada a grandes marcas internacionais. Mas também aqui falamos de exceções em contextos mais maduros que o italiano.

Patrocínios: números e diferenças

A diferença entre tênis e futebol feminino aparece claramente nos números. Uma tenista de alto nível pode assinar contratos de 2 a 3 milhões de euros anuais apenas em patrocínios. Globalmente, campeãs como Naomi Osaka ou Serena Williams superaram de longe os 50 milhões anuais combinando prêmios e contratos publicitários.

Já para as jogadoras de futebol, os números são muito menores: as mais sortudas chegam a algumas centenas de milhares de euros, mas a maioria precisa se contentar com acordos menores, muitas vezes ligados a patrocinadores locais ou aos parceiros dos clubes. Na Itália, alcançar 1 milhão de euros anuais em patrocínios individuais ainda é uma meta muito distante.

Por que o tênis atrai mais patrocinadores?

As razões são várias: uma tenista que disputa torneios WTA é acompanhada por milhões de espectadores em todo o mundo. Já uma jogadora italiana é vista sobretudo no contexto nacional. No tênis, a protagonista é sempre a atleta: nome e rosto são imediatamente reconhecíveis. No futebol, a atenção é compartilhada e o clube continua predominante.

Além disso, o público conta: o tênis é historicamente associado a um público considerado mais “elevado”, o que leva marcas premium a investir. O futebol feminino ainda precisa consolidar esse apelo.

A comparação com o masculino

Naturalmente, mesmo no tênis e no futebol masculino, os números das patrocínios são incomparáveis. Jannik Sinner, por exemplo, tem contratos com Gucci e Rolex que lhe garantem mais de 20 milhões por ano só em marketing. No futebol, craques como Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi transformaram sua imagem em verdadeiros impérios econômicos.

As colegas mulheres estão bem atrás, não por falta de talento, mas por um mercado que ainda investe pouco no esporte feminino. Até mesmo uma estrela como Alexia Putellas ganha em patrocínios menos que um jogador mediano da Série A masculina.

O futuro precisa trazer sinais de mudança. A Série A feminina cresce no profissionalismo, as instituições esportivas promovem campanhas específicas e os sucessos das tenistas italianas estão ajudando a chamar a atenção do grande público. Mas, para reduzir o abismo, serão necessárias mais transmissões televisivas, campanhas de marketing dedicadas que valorizem as jogadoras como figuras individuais e colaborações extras, em moda, beleza e lifestyle, capazes de transformá-las em ícones populares.

O tênis feminino, na Itália e no exterior, já encontrou a fórmula para atrair patrocinadores: a tenista como embaixadora independente, com visibilidade internacional e imagem reconhecível. O futebol feminino, por sua vez, ainda procura um modelo que valorize suas protagonistas.

O abismo continua grande, mas existem bases para reduzi-lo. Se as jogadoras italianas conseguirem unir resultados esportivos, redes sociais e uma comunicação mais pessoal, poderão seguir o caminho traçado pelas colegas do tênis. Porque o talento, dentro e fora de campo, não tem gênero: só precisa da visibilidade certa.

Por Marta Elena Casanova

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Tags: Mulheres e Futebol

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